A decisão
O dilema pelo que passam todos os decisores é também o mesmo que passa um em particular.
Decidir assim ou assado, frito ou cozido, eis a questão.
Se decidir assim, os defensores do assado, do frito e do cozido irão pôr em causa a minha decisão, pensará o decisor particular.
Se decidir assado, serão os adeptos do assim, do frito e do cozido que o irão questionar sobre se foi aquela a melhor decisão.
Se o acaso for a decisão pelo frito, virão os ideólogos do assim, do assado e do cozido e manifestarão a sua revolta pela decisão tomada.
No entanto, também quem creia que a melhor decisão devesse ser a do assim, do assado ou do frito sairá defraudada caso opte por decidir cozido.
Por norma o decisor particular opta por jantar fora, não sendo ele a decidir e dando amplas escolhas àqueles que têm uma ou outra convicção.
Assim sendo, consegue de alguma forma agradar a todos.
Em última análise, o decisor particular transforma em decisores particulares todos aqueles que o rodeiam e que aguardam a sua decisão.
Podemos então concluir que os custos tendem a aumentar e que a decisão torna a complicar-se quando têm de decidir o local onde poderão optar livremente.
Vem aqui o factor tempo, que acaba por ser alargado por voltar a não haver consensos.
A solução qual será?
A solução é simples, que todos façam cedências e acabem por obter uma decisão natural em que as decisões tendem a ser facilitadas.
Naturalmente é o decisor particular aquele que menos deve decidir, a bem do seu meio envolvente, ou poderá ele impor uma decisão sem permitir discussão.
É desta forma que se descobre quem é um líder natural e quem apenas tem essa pretensão.



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